Durante toda a minha vida, escutei que todos somos relutantes a mudanças, e hoje pergunto-me se somos contrários a ela ou se a forma como ela se processa!!!
O fato e que vivi este medo por muitos anos, e talvez até viva ainda com ele, contudo, acredito eu, com um grau muito menor de ansiedade e sentimento de oposição a ela.
O conhecimento e a experiência naquilo que chamo de vivência, demonstrou-me que na grande maioria das vezes comportei - me como um nadador que entrando em corredeiras resolve por enfentá-las sem nenhum grande motivo, e que quando cansado opta por agarrar-se em qualquer apoio, um galho ou uma pedra, enfrentando e se opondo ao rumo natural das coisas. Não é dificil imaginar que em algum momento a dor de manter-se seguro ou mesmo de nadar conforntando será muito maior que a dor natural do processo de nadar no sentido das coisas. Fazendo uma resalva, gostaria de dizer que a analogia que faço do rio com a vida está no sentido de aproveitar o movimento natural das águas para explicar o movimento natural que teremos em nossas vidas como consequência das nossas ações.
Não estou aqui dizendo que devemos aceitar tudo e seguir em conjunto como bestas ignorantes!!! Não estou tratando estes pormenores do processo social, mas o entendimento do mecanismo natural de mudança, para a consiência que tudo muda! E este é o desafio do entendimento que proponho!! Como entender que este processo é natural, que estamos inseridos nele e que nem sempre temos ideia consciente de todas as causas? Como aproveitá-lo de forma a fazer com que os incômodos naturais sejam entendidos como necessários? E por fim, como identificar os apoios que nos agarramos?
continua depois....