
Estou voltando a escrever;... e com a vontade de produzir bons frutos, surge a inspiração de amigos especiais que sempre enviam o recado que necessito para a reflexão do momento.
Naquela manhã...
Naquela manhã, com os primeiros raios de sol a despontar no horizonte, Jesus olhava com admiração e respeito os amigos que abraçaram sua causa. Todos dormiam às margens do lado leste do mar da Galiléia.
Dali a pouco, João, que despertara sentindo o afago doce e perfumado da brisa, levanta-se cuidadosamente buscando a companhia daquele que carinhosamente aprendeu a chamar de rabi.
Sentou à beira da mesma pedra no qual encontrava-se Jesus, e quando buscava aquietar-se se admirou com a pergunta dirigida a ele: - João, o que buscas em mim? O interpelado, como que tomado de susto articulou mentalmente a resposta e disse: - Aprender-te os ensinamentos, Mestre!
Jesus, mergulhado no silêncio que lhe marcava o hábito nos profundos momentos de reflexão, olhou uma vez mais o horizonte e estando o sol um palmo acima, tocou o ombro do amigo e disse: - o que vês em tua frente, João?
João, jovem e ansioso, disse rapidamente: - Ora Mestre! Vejo o sol, que como todos os dias levanta seus raios iluminando e fornecendo vida!
Ali sentados, os dois amigos, olhavam as águas brilhantes a despedirem-se do sol que subia ao alto anunciando mais um dia de plantio e colheita.
O Jovem evangelista, não entendendo o porque da pergunta, olhou o mestre e indagou com toda sua jovialidade: - Jesus, vejo o que tenho que ver? O que ele respondeu: - Vês o que teu coração quer ver, o que necessitas ver, o que buscas ver, compreende? E mais uma vez, não entendendo o dito, balançou a cabeça em negativo, o que completou Jesus:
- João, nossos olhos são espelhos d’alma, reflete no externo o que amontoamos em nós mesmos. Por certo, estarás vendo aqui a beleza cintilante da criação do bondoso Pai. Não tenho dúvidas que enxergas neste momento o brilho intenso do sol a refletir-se nas águas da Galiléia, que sentes a brisa suave a roçar-lhe o rosto acariciando-te a pele, o toque das pedras clamando o cuidado no andar, o som das aves e das ondas sintonizadas no trabalho que lhe são próprias, contudo, vês apenas o mundo com a concepção mais básica do “ver”, por certo primordial para todos os seres! Mas João, tal exercício não é o suficiente para perceber o significado mais profundo da mensagem que vida procura passar-nos neste momento.
E continuando, perguntou ao amigo: - João, o que entendes quando afirmo ser a “Luz do mundo?”
Demonstrando a alegria que lhe caracterizava no cotidiano, mergulhado em profunda comoção, jogou-se às pedras acima como um pequeno gato e caindo de pé fortes sobre a rocha levantou os braços em direção ao céu azul e esquecendo de tudo e todos, inclusive de seus amigos que se amontoavam alguns passos atrás, gritou: - Tu és o sol, que despertas o mundo e aquece! E apontando o astro rei a brilhar no alto, continuou: - Como aquele ali, poderás estar tão à vista como agora; perto, vigoroso! No entanto, poderás daqui algum tempo elevar-se para o clarear mais longe. E continuando em profunda sintonia com o alto: - E quando noite, a impressão de sua distância poderás apresentar-te maior, contudo, para aqueles que tem olhos de ver, sentidos de sentir e ouvidos de ouvir, perceberás ininterruptamente sua luz, seu toque fraterno e suas lições imperecíveis, Mestre!!! E finalizando: - Entendo ser tu, o grande mensageiro de Deus que por momento adequado e merecimento do homem, veio trazer a boa – nova, a visão que transformou-me em espírito e que há de transformar a percepção de todos, derrubando as escamas que nos cegam e que nos prendem às sensações básicas da vida, elevando-nos aos mares sublimes das conquistas e do trabalho daqueles que como tu, realizam e que todos nós assim o faremos.
Emocionado, João não percebera que suas inspiradas palavras e espontaneidade, acordara a todos que com largos sorrisos o abraçava, no entanto, olhando João para Jesus, reparou que o Mestre levantará e com os mesmo gestos dos companheiros lhe acariciava o cabelo compartilhando a alegria do momento. João compreendera que tiramos tudo pela base que amparamo-nos e que tudo está ao nosso alcance quando, pela visão do espírito, resolvemos ver por detrás do véu de Isis.
Marcelo Rodrigues – 01/09/2007 – Curitiba – PR.
Naquela manhã, com os primeiros raios de sol a despontar no horizonte, Jesus olhava com admiração e respeito os amigos que abraçaram sua causa. Todos dormiam às margens do lado leste do mar da Galiléia.
Dali a pouco, João, que despertara sentindo o afago doce e perfumado da brisa, levanta-se cuidadosamente buscando a companhia daquele que carinhosamente aprendeu a chamar de rabi.
Sentou à beira da mesma pedra no qual encontrava-se Jesus, e quando buscava aquietar-se se admirou com a pergunta dirigida a ele: - João, o que buscas em mim? O interpelado, como que tomado de susto articulou mentalmente a resposta e disse: - Aprender-te os ensinamentos, Mestre!
Jesus, mergulhado no silêncio que lhe marcava o hábito nos profundos momentos de reflexão, olhou uma vez mais o horizonte e estando o sol um palmo acima, tocou o ombro do amigo e disse: - o que vês em tua frente, João?
João, jovem e ansioso, disse rapidamente: - Ora Mestre! Vejo o sol, que como todos os dias levanta seus raios iluminando e fornecendo vida!
Ali sentados, os dois amigos, olhavam as águas brilhantes a despedirem-se do sol que subia ao alto anunciando mais um dia de plantio e colheita.
O Jovem evangelista, não entendendo o porque da pergunta, olhou o mestre e indagou com toda sua jovialidade: - Jesus, vejo o que tenho que ver? O que ele respondeu: - Vês o que teu coração quer ver, o que necessitas ver, o que buscas ver, compreende? E mais uma vez, não entendendo o dito, balançou a cabeça em negativo, o que completou Jesus:
- João, nossos olhos são espelhos d’alma, reflete no externo o que amontoamos em nós mesmos. Por certo, estarás vendo aqui a beleza cintilante da criação do bondoso Pai. Não tenho dúvidas que enxergas neste momento o brilho intenso do sol a refletir-se nas águas da Galiléia, que sentes a brisa suave a roçar-lhe o rosto acariciando-te a pele, o toque das pedras clamando o cuidado no andar, o som das aves e das ondas sintonizadas no trabalho que lhe são próprias, contudo, vês apenas o mundo com a concepção mais básica do “ver”, por certo primordial para todos os seres! Mas João, tal exercício não é o suficiente para perceber o significado mais profundo da mensagem que vida procura passar-nos neste momento.
E continuando, perguntou ao amigo: - João, o que entendes quando afirmo ser a “Luz do mundo?”
Demonstrando a alegria que lhe caracterizava no cotidiano, mergulhado em profunda comoção, jogou-se às pedras acima como um pequeno gato e caindo de pé fortes sobre a rocha levantou os braços em direção ao céu azul e esquecendo de tudo e todos, inclusive de seus amigos que se amontoavam alguns passos atrás, gritou: - Tu és o sol, que despertas o mundo e aquece! E apontando o astro rei a brilhar no alto, continuou: - Como aquele ali, poderás estar tão à vista como agora; perto, vigoroso! No entanto, poderás daqui algum tempo elevar-se para o clarear mais longe. E continuando em profunda sintonia com o alto: - E quando noite, a impressão de sua distância poderás apresentar-te maior, contudo, para aqueles que tem olhos de ver, sentidos de sentir e ouvidos de ouvir, perceberás ininterruptamente sua luz, seu toque fraterno e suas lições imperecíveis, Mestre!!! E finalizando: - Entendo ser tu, o grande mensageiro de Deus que por momento adequado e merecimento do homem, veio trazer a boa – nova, a visão que transformou-me em espírito e que há de transformar a percepção de todos, derrubando as escamas que nos cegam e que nos prendem às sensações básicas da vida, elevando-nos aos mares sublimes das conquistas e do trabalho daqueles que como tu, realizam e que todos nós assim o faremos.
Emocionado, João não percebera que suas inspiradas palavras e espontaneidade, acordara a todos que com largos sorrisos o abraçava, no entanto, olhando João para Jesus, reparou que o Mestre levantará e com os mesmo gestos dos companheiros lhe acariciava o cabelo compartilhando a alegria do momento. João compreendera que tiramos tudo pela base que amparamo-nos e que tudo está ao nosso alcance quando, pela visão do espírito, resolvemos ver por detrás do véu de Isis.
Marcelo Rodrigues – 01/09/2007 – Curitiba – PR.
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