domingo, 30 de agosto de 2009

Maioridade Kantiniana...


Comecemos a discussão tomando de uma breve história de cunho platônico:
Havia em um jardim um pequeno chafariz aonde vivia uma dúzia de pequenos peixes. Pelo tempo de convivência e adaptação, todos tinham os seus lugares e rotinas devidamente marcadas e metodizadas. A alimentação era pouca e devido a situação, apenas os mais fortes conseguiam a quantidade suficiente para manter-se com relativa saúde. Dentre eles apenas um “pequeno” peixe não conseguia obter as mesmas regalias que os demais. Cansado de tantas incompreensões, resolveu procurar por respostas a tantas indiferenças. Fato que após algum tempo o colocou de frente a uma pequena grade que separava o pequeno lago de um mundo completamente desconhecido para ele.
Após algum tempo, verificou que poderia se assim quisesse e com algum esforço, ultrapassar a grade e aventurar-se, buscar.
Pensou e após alguns dias, verificando que sua permanência no grupo continuava não sendo notada, que todos se mantinham mergulhados em seus hábitos e patamares de conforto, decidiu por vencer as grades e partir.
Assim fez! Espremeu-se por entre as grades, esfolou-se por entre as duras hastes de ferros e depois de algum tempo ultrapassou os limites do lago na direção do desconhecido.
Tendo nadado algumas horas, mergulhado em um misto de medo, arrependimento e curiosidade, assustou-se quando de abrupto fora jogado em um ambiente completamente novo.
O local era enorme, a luz ofuscante, tudo era novo e grande!
Passado algum tempo, adaptou-se e uma nova realidade abriu-se a sua frente gerando grande alegria.
Conheceu novos peixes, encontrou abundância de alimento, numerosos locais para moradia, viu plantas e rochas que nunca imaginará poder ver. Enfim, estava certo que tinha encontrado o seu lugar.
No entanto, uma tristeza tomava o coração daquele jovem peixe, lembrará dos companheiros, do pequeno lago e tomado de compaixão resolveu voltar para informar a todos o que tinha encontrado.
Com grande esforço fez o caminho de volta, passou pela grade e procurou o líder. Mandou que chamassem a todos e com alegria e empolgação informou o que tinha encontrado.
Com empolgação levou-os a grade, contudo, após observarem o esforço que deveriam desprender para ultrapassar as grades, zombaram do peixinho que com profunda tristeza partiu novamente para o mundo que encontrará.
Tomando de uma analogia com mito da caverna, segue como demonstração clara, o que a preguiça e a covardia podem fazer quando por certo patamar de conforto, mesmo que temporário, nos abdicamos do direito natural que temos de caminhar para a maioridade.
Maioridade esta que nos projetará, paulatinamente e sintonizados com o tempo e suas conseqüentes necessidades, a patamares cada vez maiores de consciência para conosco e para com a sociedade que vivemos.
Marcelo Rodrigues-29/08/09

2 comentários:

Unknown disse...

aahh..mas quer dizer que além de mala em aulas de ingles tb é filósofo!hehee! mto bons os textos! mrecem leituras e comentários!! parabéns!!

Marcelo do N. Rodrigues disse...

Oi Ari!!!
Valeu pelo carinho!

Ae, estou continuando o curso às sextas - feiras na Brigadeiro, e vc?

Abraços!!!