segunda-feira, 7 de setembro de 2009
Novos E Velhos Paradigmas E O Desafio Do Conhecimento E Da Educação No Mundo Contemporâneo.
De forma bastante simplista podemos afirmar ser a incomensurabilidade a propriedade de duas ou mais coisas não serem comparáveis.
Para Kuhn, espelhando-se nas prerrogativas evolucionistas de Darwin, o progresso científico acontece de forma segmentada e regida por substituições de paradigmas completamente isolados. Afirma ele que uma “ciência normal” morta pela falência de um paradigma é automaticamente recriada por um novo paradigma que permanece até um próximo momento de “crise”.
Ele complementa sua tese afirmando que o progresso científico não acontece linearmente, ou seja, decorrente de um tipo de encadeamento de interpretações, mas através das substituições dos paradigmas em verdadeiras revoluções.
Fazendo uma pequena análise, inicio concordando que a evolução cientifica pode ser identificada na substituição dos paradigmas, contudo discordo que tais paradigmas estejam isolados entre sim.
Inicio uma argumentação utilizando da base de Kuhn, ou seja, Darwin. Utilizando dos recursos cognitivos atuais, posso afirmar que “a grande” transformação ocorrida em determinadas espécies para garantir melhor adaptação ao seu meio e sobreviver, não é fruto de um tipo de “acaso”, e sim de um acúmulo de experiências que registradas no mínimo geneticamente, eclodem em momento oportuno, desenvolvendo na espécie melhores condições de adaptabilidade.
Utilizando da simetria tão buscada no entendimento dos vários tipos de fenômenos naturais e também utilizada por Kuhn na base inicial da sua argumentação, pode-se dizer que para toda reformulação cientifica, ou quebra de paradigmas, há de existir “acúmulos” que designados de “background” ou base, servirão para construir a teia ou gerar os “insights” do novo modelo a ser utilizado.
Esta base pode estar estruturada de várias formas: empiricamente, cientificamente, cognitivamente, etc.
O fato é que em algum momento, por necessidade ou um tipo de “merecimento” ou amadurecimento, utilizando deste “plano de fundo” uma “nova” idéia de realidade eclodirá permitindo uma percepção diferenciada, e isto, devido a um tipo de visão “out of the box” gerada pela acentuação do “problema” ou busca.
Assim concluo afirmando que como nos polinômios de Taylor o erro considerado é optado e podendo assim interferir na precisão e exatidão da resposta, tenho para mim que o grande desafio da percepção de conexão entre modelos esta na consideração da referência, seja ela qual for.
Esta consideração pode ser identificada em algumas relações tais como:
1 – Nas opções de aplicação dos métodos de Kirchoff, Maxwell, Thevenim, Coulomb, Ampere, Gauss e Faraday para resolução de sistemas eletroestáticos e eletrodinâmicos;
2 – Nas diferenças entre a física newtoniana e relativística;
3 – Na diferenças do entendimento do inconsciente entre Freud e Jung;
4 – Nas diferenças das visões doutrinarias entre as mais variadas filosofias religiosas;
Finalizando, chegamos em alguns pontos críticos filosóficos da discussão: a especialização, a linguagem, o significado dos termos básicos e principalmente o que designamos de “verdade”.
Que o diga Kuhn!!!!!
Marcelo Rodrigues - 07-09-09
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Um comentário:
"o gafanhoto é verde porque a grama é verde" ou "o gafanhoto ficou verde porque a grama é verde"; assim como na vida, tudo depende do ponto de vista;
então, imagina, o meu blog está super futil ultimamente, taçvez para fugir das dúvidas existenciais depressivas que eu sempre tenho, apesar de saber que quando a fuga não dura para sempre; mas brigada mesmo assim!!
então nãoe estou faznedo ingles, estou sem $$ e morrendo de saudades de fazer, é mto bom ampliar os conhecimentos linguisticos, prentendo fazer o intensivo de férias para recuperar o tempo perdido, mas não sei ainda;
abraço!
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