O fato é que, utilizamos de modelos ou paradigmas para fazer isto, para refletir e internalizar estas idéias selecionando elas para o nosso processo de aprendizagem. E aqui começamos este bate-papo.
Basicamente, na ciência se trata um modelo da seguinte forma, formula-se o máximo de questões sobre o que se deseja saber e na sequência às confronta com modelo. Se todas as perguntas forem respondidas, se diz que o modelo está aceito, caso contrário ele é falho e precisa ser aperfeiçoado.
Tomando este procedimento como algo salutar ou saudável, vamos voltar os olhos para nós e tentar desenhar, ou escrever, o(s) grande(s) modelo(s) que seguimos na nossa vida. Provavelmente, cada um de nós encontrará um monte deles e consequentemente, pra não deixar a coisa fácil, as intersecções que cada um tem com o outro gerando conflitos às vezes torturosos. Por exemplo de modelos que utilizamos, podemos citar as religiões, os pensamentos filosóficos e ciêntificos, o profissional, o famíliar e por ai vai. Até então, problema algum! Contudo, como citei anteriormente, não será problema até que não hajam intersecções, ou seja, que algum ponto um modelo entre em choque com o do outro, gerando conflitos.
Mas a questão que quero chamar a atenção aqui é a seguinte, "Se um modelo não responde aos principais questionamentos que temos, porque insistimos em ficar com ele vivenciando a tortura do conflito?" Será por hábito? Por moral(costume)? Por conveniência? Conivência? Enfim, cada um de nós terá que despreender algum tempo refletindo sobre estas questões para descobrir onde se enquadra. E ai, talvez, e digo isto porque não posso generalizar, saber se o que vai descobrir está te incomodando.
Uma outra questão sequente e importante, caso conclua que determinado ponto não está te incomodando e se incomoda o outro ou os outros, visto que caso seja positiva está conclusão, provavelmente vc terá que de alguma forma adaptar-se em prol da boa convivência.
Desta proposição surgiram os costumes(moral) e depois as leis(direito). Concluindo, aqui começa, devido ao outro, um processo educativo que todos nós estamos sujeitos e que por certo gerará conflitos que deverão ser trabalhados durante toda nossa existência. Se observarem, já estamos nos situando dentro de um modelo social.
Finalizando está primeira parte da discussão com o objetivo de estimular a reflexão sobre questões conceituais ligadas às ideias de modelos, desejo continuar, nos próximos textos, um estudo que analisa o grande embate entre dois grandes modelos folosóficos, o materialista e o espiritualista. Desejo, principalmente, levantar pontos que indiquem como o excesso de cada um impede a reflexão e o exercício salutar do equilibrio e principalmente que na posição que estamos atualmente(materialista dogmático), assim como foi anteriormente (espiritualista dogmático), está colocando a todos em uma perigosa posição de xeque-mate no quesito "sustentabilidade".
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